Mentores: como são necessários!
Num tempo em que não existem mais grandes personagens, grandes figuras em quem se espelhar, grandes heróis ou coisa que o valha, como são necessários os mentores! Estas pessoas de elevada importância e exemplo em nosso dia-a-dia, em quem podemos e devemos nos espelhar, que se dedicam a orientar e educar permanentemente àqueles que se encontram à sua volta…
Mentor: segundo o Houaiss, pessoa que serve a alguém de guia, de sábio e experiente conselheiro;
pessoa que inspira, estimula, cria ou orienta (idéias, ações, projetos, realizações etc.) . Que digna definição!
Para quem, como eu, vive a vida num filme, que ora pode ser um belo musical, ora é uma ótima comédia; que pode ser de guerra, e ora é pura adrenalina, não poderia deixar de ter um mentor.
Aliás, um não: tenho logo três! Dos melhores, dos mais empolgantes, dos mais envolvidos, dos mais participantes… Mentores de vida, de profissão, de respeito e de coração! Lá vão eles:
João Humberto Antoniazzi – o Professor de Endodontia que primeiro conquistou meu coração! Sua aula inaugural, nos idos de 84, é marca permanente: ele caminhava entre as fileiras de cadeiras, num semi-anfiteatro, falando pausadamente e olhando cada um de nós nos olhos… Por que ele era tão diferente dos demais? Por que se importava tanto em comunicar aquele conhecimento? O que ele tinha em mente? Esqueci de prestar atenção ao que ele falava…
As respostas às perguntas que eu fiz naquele dia? Uma delas era eu…
Hoje posso compartilhar de seus dias na faculdade, de suas reflexões, de suas reconstruções pessoais e de seu carinho marcante… Passo dias a pensar em suas falas, seus questionamentos, suas colocações especiais… Que privilégio!
Antonio Carlos Bombana: eterno orientador!
Com seu jeitinho manso e carinhoso, instalou-se no meu coração prá não sair mais DE JEITO NENHUM!!!
Foram duas teses, um Congressão, muitas conversas e carinhos da Dra. Sonia, muitos afagos em lindos huskies, muito bolo de chocolate e, quando a gente vai contar o tempo, parece que tudo começou ontem: eu estava na Biblioteca e ele entrou com o Dr. Antoniazzi para me apresentar como sua mais nova orientada. Já se apresentou com toda a simpatia e oferecendo ajuda e atenção. Quem não se apaixona por um orientador como esse? Tristes os que não puderam viver essa experiência tão rica quanto a que tenho tido o privilégio de viver dia-a-dia…
Meu professor: Rielson José Alves Cardoso!
Quando ele menos esperava, lá estava sua terceira filha com tudo o que tinha direito:
-”choramingando”, como ele adora dizer;
-pedindo 5 minutos da sua atenção, já que é uma das pessoas mais sem tempo que conheço;
-com milhões de questionamentos e cheia de teorias mirabolantes a respeito de computadores e Ensino a Distância…
…mas como foram essenciais as nossas reflexões! A única discussão acalorada de que me lembro foi no curso de Atualização (em 87): fui questionada por não ter colocado um conceito consagrado como resposta num prontuário. “Subi a serra” em alguns instantes e me vi soltando faíscas por desejar compreender porque deveria colocar uma conceituação incabível para aquele questionamento.
Posso me lembrar o olhar que ele lançou de volta… dizia “você tem razão”… mas, eu não queria “ter razão”, queria uma resposta coerente…
A resposta veio em forma de uma convivência mais do que agradável e insuperável! Adotei-o por pai!
… e graças a Deus pela correspondência eletrônica! Mato a saudade por e-mail enquanto não chega o segundo semestre do ano!!! (leia mais sobre ele em Equipe Pró-Ápice).
Novembro 3, 2008 at 7:39 pm
Querida Maine,
Parabéns pelo texto e pelo digno reconhecimento aos seus mentores. Fico contente por também reconhecer estes professores como pessoas amigas, companheiras e leais com quem podemos conversar, trabalhar e sempre aprender.
Um abraço carinhoso,
Ricardo Horliana