Somos ensinados que o primeiro lugar é o que vale: perder não é digno; ter os lauréis é o importante, perder te leva a ser um mero ninguém… Será que isso está certo? Será que nós não precisamos rever esta postura?
Competir é o que leva a assumir essa postura de ganhar ou perder e de automaticamente segregar o “perdedor”… Mas o que diz que ele “perdeu”? O que define que a experiência que teve não foi importante para o seu aprendizado pessoal?
É simples: não ensinamos a importância da superação pessoal, mas apenas a competir e na competição não há lugar de glória senão o primeiro…
Nossos alunos reagem mal nos momentos em que não são os melhores porque nós os ensinamos assim: pais e professores são cumplices na atitude de premiar o primeiro colocado e não dar crédito ao segundo ou aos demais.
Precisamos rever nossas posições: não haveriam primeiros colocados se não houvessem outros candidatos ou jogadores e, se a competição for justa, o resultado deve premiar a cada participante: cada um deve compreender em que se superou e entender que há limitações pessoais e de preparo de cada participante, mas isso não significa que este ou aquele não sejam bons e aceitos como são, até porque constroem conjuntamente a vitória de indivíduos ou de grupos.
Precisamos pensar mais sobre isso antes de julgar as atitudes dos nossos alunos, que somente refletem o que os ensinamos a pensar de si mesmos…
julho 2, 2010