Tudo começou com uma mensagem do Thiago…

Re: Avaliação no curso de Metodologia – Wednesday, 14 May 2008, 11:38

Poxa, será que presença foi realmente um critério? Na minha
opinião, um conceito deveria ser dado de acordo com o que o
aluno aprendeu aquilo que vc se propôs a ensinar. Presença física não
indica se o aluno foi esforçado – pois ele pode se esforçar e aprender à
distância! Talvez outro critério tenha sido utilizado?

Resposta do Dr. Antoniazzi:

Citando JHAntoniazzi:

Olá Thiago, boa tarde

Veja como é interessante e a distância entre o discurso ou que
se pensa e a as reações decorrentes do feed bak pessoal, do
processo cultural e dos nossos preconceitos e, até do “amor
próprio”. Se o aprender e o que foi aprendido é fundamental e
essencial por que se importar com nota e a forma de sua
aferição?
Pense
Abraços
Antoniazzi

O Thiago voltou a comentar:

Oi professor,
Ótima pergunta.
Ainda estou pensando sobre o assunto. E tenho a esperança de continuar pensando sobre isso por muito tempo. Dessa forma, sempre que precisar avaliar, e “conceituar”, um grupo de alunos, quero poder refletir ainda mais – e aprender.
O problema, é “ter que colocar um conceito” em alunos. Para tal, estaremos sempre tentando “padronizar” todos os nossos alunos = colocar todos como farinha do mesmo saco e pontuar o melhores e piores grãos.
Será que em uma carreira de professor “lapidamos” alunos? Se sim, conseguiremos avaliar quais são os alunos mais “brutos” e os mais “puros” (melhor lapidados). Se não lapidamos, nunca conseguiremos conceituá-los. Mas, então, o problema é outro…
Ainda vivemos em um momento que o diferencial em uma carreira é o conceito, uma nota. Mas será que essas notas são justas?
Aí está minha dúvida na resposta do forum. Deixei aquela pergunta no final do que escrevi, mas acho que não ficou claro. Minha dúvida seria, “se a instituição cobra do professor um conceito para cada aluno, quais critérios poderemos utilizar para que este conceito seja o mais completo e o mais justo possível?”.
Então, será que o problema está na instituição? Constituição?
Há solução (palavras da música “revolution” dos Beatles).
Abraço
Thiago

…daí, esse final da mensagem dele me inspirou!!!

Citando Maine Skelton:

Pois é, Thiagão
Quanto a isso, consenso não há não….
Pode ser que, analisando o senão,
fiquemos a buscar essa digna avaliação

Enquanto isso, precisamos dar respostas à Instituição:
como ela enxerga o processo de promoção?
e se meu aluno precisar de uma mão,
pequena,… mas não de uma reprovação???

precisamos analisar cada opção…
precisaremos de mais momentos de reflexão…
Claro está que necessitamos dar mais atenção
a esse processo que, ainda que o nome não seja o mais agradável de
se ouvir,
denomina-se avaliação….

…e, quer queiram quer não,
as ausências têm significado nessa situação…
Momentos de perda sempre serão,
mas o argumento do “direito de faltar” acabou virando jargão!

Como você mesmo disse um conceito deveria ser dado de acordo com o que o aluno aprendeu adquilo que vc se propôs a ensinar, mas nós nos propusemos a ensinar conteúdos em todas as aulas, quer presenciais ou a distância, certo?
A avaliação incide sobre o que foi proposto e acordado no primeiro dia de aula e lá constavam todos os conteúdos e não somente aqueles em que você ou outro aluno estivessem presentes, certo?

Abraços
Maine

Maine,

Que resposta legal!!!
Gostei muito do que você escreveu!!!
E tudo rimando…
Li diversas vezes para ver se não perdi nada!!! Gostei muito mesmo!
Abraço
Thiago