Como é difícil entender o que as pessoas têm em mente em algumas comunicações que fazem! Mais crítico ainda é quando a mensagem é imprescindível…

Imaginem o outdoor, em letras garrafais, na beira de uma estrada para o litoral paulista:

Fiquei transtornada! Afinal, se querem que aqueles que abusam de bebidas alcoólicas não o façam, que grande idéia chamá-los de bêbados!!! Certamente os tais se reconhecerão e atenderão ao apelo da mensagem imediatamente…

Mas, quem bebe em exagero se auto denomina “bêbado”??? NÃOOOOO!!!!
Portanto, erraram na condição básica da comunicação para que seja eficaz: atingir-se corretamente o público alvo!!!
A mesma frase ficaria perfeita se fosse dita da seguinte maneira:

Amor de verão não sobe a serra; quem bebe em exagero também não

Agora, vamos pensar mais um pouquinho: será que não seria interessante dizer em termos práticos, o que significa beber em exagero? A quantos copos isso corresponde? Quantos cálices? Por quanto tempo devo descansar antes de pegar na direção depois de um churrasquinho regado a cerveja, ou uma feijoada acompanhada de caipirinhas? Essa informação não é divulgada adequadamente, portanto mais um problema no termo utilizado para denominar o público a quem se desejou referir, já que não é o bêbado que pode vir a ter problemas quando pega na direção, mas todo aquele que beber além de um determinado limite (diga-se de passagem, limite muito aquém daquele que o bêbado está acostumado a ingerir…).

Este limite é atingido ao ingerirmos duas latinhas de cerveja ou dois copos de vinho (acesse http://www.cetsp.com.br/internew/campanha/sebeber/campanha.html para dar uma olhada nas dicas).

Na mesma semana em que me deparei com aquele outdoor ineficaz (perdõe-me quem o idealizou), cruzei com um rapaz na faculdade vestindo uma camiseta que tinha algumas frases em seqüência, com a seguinte idéia:

Pergunta: é ou não é mais eficaz????

Podemos começar a repensar nossa maneira de nos comunicar
com nossos alunos….
Maine Skelton